Eucaristia | Primeira Eucaristia

Eucaristia, Primeira Eucaristia

Este sacramento, a que justamente se chama “Santíssimo” pela presença do próprio Jesus Cristo, é conhecido na tradição cristã por vários nomes significativos: Eucaristia por ser o acto de “acção de graças” pelo supremo dom que Jesus Cristo fez de si ao Pai e à humanidade no seu “Sacrifício pascal”; Ceia do Senhor, por ter sido instituído na Última Ceia e ser celebrado em torno do altar, culminando com a “Comunhão” no “Pão do Céu”, “penhor de imortalidade”, etc.
Eucaristia

Os vários nomes da Eucaristia

Este sacramento, a que justamente se chama “Santíssimo” pela presença do próprio Jesus Cristo, é conhecido na tradição cristã por vários nomes significativos: Eucaristia por ser o acto de “acção de graças” pelo supremo dom que Jesus Cristo fez de si ao Pai e à humanidade no seu “Sacrifício pascal”; Ceia do Senhor, por ter sido instituído na Última Ceia e ser celebrado em torno do altar, culminando com a “Comunhão” no “Pão do Céu”, “penhor de imortalidade”, etc. Na Igreja primitiva, o nome mais comum foi o de Fracção do Pão, pelo gesto de partir e distribuir o pão consagrado. Mais recentemente, a celebração deste sacramento/mistério passou a chamar-se *Missa, por terminar com o “envio” (missio) dos fiéis, reanimados pela força nele haurida, a testemunhar e promover a obra da salvação. Foi no Antigo Testamento profeticamente anunciada através de várias figuras, como o maná, o sacrifício de Melquisedec, os pães da propiciação, o sacrifício de Abraão, o cordeiro pascal.

O sacramento plurifacetado

Instituído na Última Ceia, pouco antes de oferecer a sua vida por amor do Pai e dos homens, Jesus Cristo confiou aos Apóstolos (e aos seus continuadores no sacerdócio ministerial na mesma altura instituído) o poder de, pelas próprias palavras da instituição, converterem (consagrarem) o pão e o vinho no seu corpo e sangue, como memorial da sua livre entrega na Cruz. Sob o sinal da consagração em separado do pão e do vinho no corpo entregue e no sangue derramado, torna-se representado Jesus Cristo no acto do seu supremo sacrifício, permitindo aos fiéis que, à semelhança de Maria sua Mãe no Calvário, se unam vitalmente ao seu supremo gesto de amor. Ao mesmo tempo, o pão e o vinho consagrados, recebidos com fé e amor, asseguram, com a eficácia sacramental, uma especial *Comunhão com Jesus Cristo, permitindo ao comungante uma progressiva identificação (qual “assimilação”) com Ele. Finalmente, a Igreja foi descobrindo que a sagrada reserva do pão consagrado no Corpo do Senhor, para além da comunhão sacramental fora da Missa (especialmente como Viático aos moribundos) oferece-nos uma especial presença amiga de Jesus Cristo entre nós, vivida nas diversas formas de culto eucarístico (visita ao sacrário, exposição e bênção do SS. Sacramento, procissões eucarísticas, congressos eucarísticos…).

Sacramento da iniciação cristã

Embora o *Baptismo seja indispensável para a salvação (Baptismo de água), a *Eucaristia também é necessária, a crer nas palavras de Jesus Cristo “Se não comerdes a carne do Filho do Homem… não tereis em vós a vida” (Jo 6,53), pelo que a Igreja preceitua a Missa dominical e a Comunhão pascal a todos os baptizados no uso da razão, e preconiza a Comunhão sob a forma de Viático aos fiéis em artigo de morte. Além disso, a Igreja considera que a *Eucaristia culmina a iniciação cristã marcada pelos sacramentos do *Baptismo, que nos torna filhos adoptivos de Deus e membros da Igreja, e da *Confirmação, que pela especial infusão do Espírito Santo nos conforma com Cristo Rei, Sacerdote e Profeta. Pela Eucaristia torna-se sacramentalmente presente o sacrifício cruento do Calvário pelo qual rendeu ao Pai a suprema homenagem de justiça e de amor, ao mesmo tempo que remia os pecados da humanidade, para que os fiéis pudessem participar ao vivo nesse sacrifício de valor supremo.

Liturgia e devoção eucarística

A principal celebração da Eucaristia é a do Tríduo Pascal, que abre com a Ceia do Senhor, em que Jesus Cristo instituiu este sacramento na sua plena dimensão sacrificial, e vai até à celebração da gloriosa ressurreição do Senhor no Domingo de Páscoa. Depois da Páscoa anual (que é preparada pela Quaresma e se prolonga até ao Pentecostes), a Igreja celebra a Páscoa semanal, no dia do Senhor, inculcando aos fiéis a obrigação de participarem na Missa dominical; dedica a solenidade do SS. Corpo e Sangue de Cristo à presença do Senhor neste sacramento; e, ao longo do ano litúrgico, centra na Eucaristia a celebração das várias solenidades, festas, memórias e férias previstas no calendário litúrgico. Entre as diversas formas de culto eucarístico, fora da Missa, temos: a Comunhão, especialmente dada aos doentes e, sob a forma de Viático, aos moribundos; a exposição e bênção do SS. Sacramento; as procissões e os congressos eucarísticos; e a visita a Jesus Cristo presente no sacramento do altar. Em ligação estreita com o culto litúrgico, a *piedade popular recorre à Eucaristia em devoções como a das nove primeiras sextas-feiras do mês, a dos cinco primeiros sábados, as de festas de N.ª Sr.ª e dos Santos e de sufrágios pelos defuntos, peregrinações, etc.

Os frutos da Eucaristia

A participação consciente na Missa, sobretudo na Missa dominical (V. Domingo), afirma a pertença à Igreja, alimenta o espírito com a palavra de Deus, e torna progressivamente mais vivo o desejo de tudo fazer para glória divina. Tais frutos aumentam com a participação diária na Missa. A Comunhão, como forma primordial de participação no Sacrifício Eucarístico faz crescer a união com Jesus Cristo e com os irmãos, aumenta as defesas contra o pecado e o que leva a ele, apaga as faltas veniais, contribui para a unidade e dinamismo apostólico da Igreja, e é penhor da futura glória.

O que é a Missa?

É o terceiro e último Sacramento da Iniciação Cristã. A palavra “eucaristia” literalmente significa “ação de graças”, mas inclui igualmente o sentido de bendizer ou de louvar. Geralmente, chamamos a Eucaristia de Missa (missa - despedida; missão-envio). Em sentido estrito, é a parte central dela, que abrange a Oração Eucarística.

A Eucaristia também é a presença real de Jesus Cristo nas espécies do Pão e do Vinho consagrados durante a Missa. O Santíssimo Sacramento (o Corpo de Cristo), guardado no sacrário, leva-se aos doentes, distribui-se aos fiéis fora da Missa e ainda adora-se comunitária ou individualmente. Jesus está presente na Eucaristia com o mesmo Corpo e mesmo Sangue com que nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou. “Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue...”. A Eucaristia não é o símbolo de Jesus, mas é uma realidade. É uma presença verdadeira e perfeita. “O pão, que parece pão, não é pão, mesmo que tenha aspecto e gosto, mas é o corpo de Jesus. O vinho, mesmo que pareça vinho pelo gosto e cor, não é vinho, mas é o sangue do Senhor” (S. Cirilo).

Há muito tempo, antes da instituição da Eucaristia, Deus preparava o seu povo para receber este mistério de amor, servindo-se com as figuras, símbolos e acontecimentos no Antigo Testamento. Alguns exemplos: o sacrifício de Melquisedec (Gn 14,17-20), o sacrifício de Abraão (Gen 22,1-18), o maná no deserto (Ex 16,6-35), o pão de Elias (1Rs 19,3-8). Jesus também o fazia, por exemplo, multiplicando os pães (Jo 6,1-15; Mt 14,13-21). Explicitamente, anunciava a instituição da Eucaristia no discurso em Cafarnaum (J 6,22-65), dizendo : “O pão que Eu vos darei é a minha carne para a vida do mundo”.

A instituição da Eucaristia deu-se no Cenáculo antes da Paixão de Jesus Cristo, durante a Última Ceia. Nesta ocasião, Jesus entregou à Igreja o seu grande Testamento de Amor. Tomando o pão, deu-o como o seu Corpo, e o vinho como o seu Sangue. Em seguida, mandou celebrar a sua memória desta maneira, o que a Igreja cumpre fielmente com amor e respeito. A Missa é o cume do amor de Deus para com o homem. Em cada Celebração, Jesus se oferece em sacrifício ao Pai, pelos amigos e pelo mundo inteiro, e ao mesmo tempo se dá como alimento aos fiéis.

Na cruz, Jesus Cristo ofereceu a Deus Pai a sua vida, pela remissão dos pecados da humanidade. Na Missa, realiza-se o mesmo oferecimento, mas sob as espécies do pão e do vinho, nos quais estão presentes verdadeiro Corpo e verdadeiro Sangue de Cristo. O sacrifício da Missa é o mesmo sacrifício da Cruz.

A Igreja, tendo em vista o bem espiritual dos seus filhos, estimula à participação freqüente da Santa Missa, obrigando, pelo mandamento, ir à Missa nos domingos e festas de guarda.

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

A Eucaristia é o alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver, dependemos não só da comida, mas também do pão da fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão da dor ou da alegria, Deus está presente. Celebrar a Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de fraternidade que existe no mundo; porque na Eucaristia comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na comunhão. A Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação de Jesus.

A santa Eucaristia conclui a iniciação cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor.

Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor da glória futura.

Muitos pensam que os Sacramentos são obras eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não é verdade, todos os Sacramentos são sinais da graça de Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de Deus. Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho, é bem explicada nas Escrituras que relatam a última refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia.

Veja abaixo algumas palavras que Jesus disse aos seus apóstolos:

"Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 'Tomai, isto é o meu corpo'. Em seguida, tomou o cálice em suas mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E disse-lhes: 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por muitos. Em verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus'" (Mc 14, 22-25)

Através das palavras de Cristo, podemos perceber a firmeza de suas palavras. Ele não disse que o Pão simbolizava a sua carne, mas é verdadeiramente a sua carne. Não disse também que o vinho representava o seu sangue, mas é verdadeiramente o seu sangue.

Jesus disse também: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6, 35). Quem recebe o Cristo, com a convicção que realmente Jesus está presente na Hóstia Consagrada, tem a benção de estar sempre saciado de graças vindas Dele.

Quando comungamos, nos transformamos em verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem limpo o lugar em que Jesus vai habitar. É através da Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição de nossos pecados.

Podemos então concluir que a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós.
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